Salada à Brasileira

“O único tirano que aceito neste mundo é a voz silenciosa dentro de mim, a consciência.” (Mahatma Gandhi).

11/10/08

As rosas não falam…

Se vivo fosse, o compositor Cartola, hoje faria 100 anos.

Autor de músicas imortais como "As rosas não falam", "Acontece", "O mundo é um moinho", entre outras dezenas, Agenor de Oliveira escreveu o seu nome no "Olimpo". Ainda hoje suas imortalizadas canções são regravadas por cantores da velha e nova geração e cantadas por mais velhos e mais jovens.

Por isso hoje presto esse tributo a esse gênio que morto, sobrevive entre nós, como uma suave canção:

Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim
Queixo-me às rosas
Mas que bobagem as rosas não falam 
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai…
Devias vir para ver os meus olhos tristonhos
E quem sabe sonhavas os meus sonhos por fim.

Recomendo uma passagem por sua biografia completa:
http://www.cartola.org.br/cartola.html

Recife - PE

criado por aagostinho4    7:55 — Arquivado em: Cultura, Homenagem, Música

5/9/08

Os cachorros estão de luto!

 

O cantor e compositor Waldick Soriano, foi, na minha infância, a referência de música brega. Hoje é considerado "cult", apesar de ser um "ilustre desconhecido" à atual geração.

Comparar a atual música dita "brega", com a "dos tempos do Waldick", é covardia se a comparação for em termos de "qualidade e glamour". Por isso a contribuição do Waldick com "Eu não sou cachorro não", "A carta", "Tortura de Amor", entre outras, é indiscutível.

Waldick nos deixou, ontem, aos 75 anos, vítima de um câncer de próstata. Mas deixa seu legado que não deve ser esquecido, como esse:

Eu não sou cachorro não
Pra viver tão humilhado
Eu nao sou cachorro não
Para ser tão desprezado

Tu não sabes compreender
Quem te ama quem te adora
Tu só sabes maltratar-me
E é por isso que eu vou embora.

A pior coisa do mundo.
É amar sem ser amado
Quem despreza um grande amor
Não merece ser feliz
Nem tão pouco ser amado.
Tu devias compreender
Que por ti,
Tenho paixão.

Pelo nosso amor,
Pelo amor de Deus
Eu não sou cachorro não.

Vargem Grande Paulista - SP

criado por aagostinho4    12:40 — Arquivado em: Gente, Homenagem, Música

1/9/08

Entrou…

Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez

Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer

Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender.

(Sol de Primavera - Beto Guedes)

Recife - PE

P.S. 1 - Hoje, só alegria, como pede a ocasião. Amanhã volto a falar sobre as nojeiras de nossa política. Já tenho assunto em pauta. Aproveito para agradecer a todos pelo carinho, atenção e comentários. Em agosto tivemos mais de 4.800 acessos. Obrigado a todas e todos.

P.S 2 - Intense, bem-vinda de volta. Parabéns pela "casa nova".
Todos te amamos:

http://excessodaintense.blogspot.com/

criado por aagostinho4    6:45 — Arquivado em: Música

17/8/08

E a jangada partiu pro mar…

Uma incelença entrou no paraíso
Uma incelença entrou no paraíso
A-deus, irmão, adeus
Até o dia de juí-zo
A-deus, irmão, adeus
Até o dia de juí-zo
(Velório – Dorival Caymmi)

Prá onde foi Dorival? A jangada saiu pro mar e o levou até Maracangalha? Bem que ele cantava que “é doce morrer no mar”. Se foi! E “a jangada voltou só”.

“As moça de Jaguaripe
Choraram de fazê dó
Seu Dorival foi na jangada
E a jangada voltou só.”

É mais um que “vai sem nunca ter ido”, pois o que deixou é como se tivesse fincado as raízes. Tá lá… Tá aqui…

Balançando na rede, como bom baiano, “dando banana” à senhora morte.

Recife - PE

criado por aagostinho4    9:00 — Arquivado em: Gente, Homenagem, Música

15/6/08

Eu sou o samba!

A riqueza cultural de um povo, de uma nação, é composta de diversas matizes. No quesito "música" e mais especialmente no "samba", o Brasil abriu ontem uma lacuna com a morte de Jamelão.

E essas lacunas da expressividade cultural ficam como "buracos na camada do ozônio cultural de uma nação?". A resposta é "sim" e "não".

"Sim", à medida que não reverenciamos nem preservamos o legado cultural deixado pelo "que se foi". E "não" se mantivermos no espaço do que seria o buraco, uma "fotografia virtual", como eterna referência à atual e futuras gerações, como exemplo de como se fazer algo de bom naquela determinada matiz cultural.

Que essa nação, tão carente de ícones, a ponto de chegar a cultuar "ídolos de pés de barro", possa reconhecer o legado deixado por Jamelão, o preservar e o perpetuar, pois, "o que é bom nunca morre"!

criado por aagostinho4    8:40 — Arquivado em: Homenagem, Música

30/5/08

Os bons não morrem!

Fui surpreendido agora cedo, pela notícia da morte do Toinho, do Quinteto Violado. Veio-me, de imediato, à mente, a sua imagem tocando o contra-baixo, que parecia ser uma extensão de seu próprio corpo e sua voz marcante, de tenor. Morreu na noite passada, aos 64 anos, vítima de infarto fulminante.

Algumas vezes o encontrei em restaurantes ou bares também por ele frequentado e sempre o cumprimentava. Era apenas um "aceno de fã", mas suficiente para que o artista saiba que seu trabalho deixa marcas.

A última vez que ouvi o "Quinteto" tocar ao vivo, também fui pego de surpresa. Um domingo à tarde em meados de 2006, estava, como faço vez em quando, passeando pela Livraria Saraiva do Shopping Recife, quando o serviço de som da loja anuncia que naquela tarde o Quinteto se apresentaria ali, lançando um CD/DVD. Consegui, junto com uma então namorada, um lugar em pé, no fundo da sala. Quando me dei conta, parecia que também eu fazia parte daquele grupo, pois cantava alegremente, acompanhando-os, sem me importar com toda aquela gente. Eles enCANTAVAM. Tinham a sensibilidade de fazer pura sinfonia, doce aos ouvidos, cantando as agruras do homem nordestino, tão cantadas na voz do saudoso Luiz Gonzaga.

Em algum lugar do éter, certamente a sanfona choradeira de "Sêo Luiz", vai fazer dupla com o violoncelo de Toinho. E como "na natureza nada se perde, tudo se transforma", se perdemos aqui, em algum lugar alguém está ganhando e isso nos faz feliz.

criado por aagostinho4    7:34 — Arquivado em: Homenagem, Música

25/2/08

Prá começar bem a semana!

Ela une todas as coisas
como eu poderia explicar
um doce mistério de rio
com a transparência de um mar ?

Ela une todas as coisas
quantos elementos vão lá …
sentimento fundo de água
com toda leveza do ar

Ela está em todas as coisas
até no vazio que me dá
quando vejo a tarde cair
e ela não está

Talvez ela saiba de cor
tudo que eu preciso sentir

Pedra preciosa de olhar !
Ela só precisa existir
para me completar

Ela une o mar
com o meu olhar
Ela só precisa existir
pra me completar

Ela une as quatro estações
Une dois caminhos num só
Sempre que eu me vejo perdido
une amigos ao meu redor

Une o meu viver
com o seu viver
Ela só precisa existir
para me completar.

(Ela Une Todas As Coisas
Jorge Vercilo / Jota Maranhão
)

criado por aagostinho4    11:02 — Arquivado em: Música

17/2/08

Hoje é domingo, pé de cachimbo V

Só Hoje!

Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal…
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir
(que te faça rir)

Hoje eu preciso te abraçar…
Sentir teu cheiro de roupa limpa…
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz!

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir
alegria…
Em estar vivo.

Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você
suspirar…
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia…
Que eu faço tudo errado sempre, sempre.

Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir
alegria…
Em estar vivo.

(Gravura: Ivan Maurício)

criado por aagostinho4    19:21 — Arquivado em: Música

26/1/08

Sensações de meu agora! Parte 3

Fico Assim Sem Você
Adriana Calcanhotto


 
Avião sem asa,
fogueira sem brasa,
sou eu assim sem você.
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
sou eu assim sem você.

Por que é que tem que ser assim,
se o meu desejo não tem fim?
Eu te quero a todo instante nem mil auto-falantes
vão poder falar por mim.

Amor sem beijinho,
Bochecha sem claudinho,
sou eu assim sem você.
Circo sem palhaço,
namoro sem amasso,
sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar,
Tô louca pra te ter nas mãos.
Deitar no teu abraço,
Retomar o pedaço que falta no meu coração.

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo
Por quê?
Por quê?

Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
sou eu assim sem você.
Carro sem estrada,
queijo sem goiabada,
sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim,
se o meu desejo não tem fim?
Eu te quero a todo instante nem mil auto falantes vão
poder falar por mim

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo.

criado por aagostinho4    8:01 — Arquivado em: Música

15/1/08

O que ando escutando!


"DENTRO DO MAR TEM RIO"
Maria Bethânia

Bethânia, enquanto canta, "encanta". Levou-me por uma viagem musical à minha infância, à juventude, ao sertão, ao litoral. A sonhos indizíveis.

"Perto de muita água tudo é feliz". Maria Bethânia faz deste trecho de Guimarães Rosa a máxima de seu novo disco, Dentro do Mar Tem Rio: ao Vivo, registro do show homônimo, aplaudido por platéias emocionadas no Brasil, América Latina e Europa em um ano de turnê. O espetáculo que dá origem a esse ao vivo é fruto dos dois discos lançados simultaneamente pela cantora em 2006: em Mar de Sophia, Bethânia canta o mar e seus símbolos a partir da poesia de Sophia de Mello Breyner. Já em Pirata, ela viaja pelo universo folclórico e afetivo das águas dos rios do interior do Brasil.

criado por aagostinho4    18:43 — Arquivado em: Artes, Música
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