Salada à Brasileira

“O único tirano que aceito neste mundo é a voz silenciosa dentro de mim, a consciência.” (Mahatma Gandhi).

22/11/08

Comparações que não querem calar!

Diamantina, interior de Minas Gerais, 1914.
O jovem Juscelino Kubitschek, de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapatos. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém.
Com inúmeras dificuldades, concluiu Medicina e se especializou em Paris. Como presidente, modernizou o Brasil.
Legou um rol impressionante de obras.
Humilde e obstinado, é (e era) querido por todos.

Brasília, 2003.
lula assume a presidência.
Arrogante, se vangloria de não ter estudado.
Acha bobagem falar inglês.
‘Tenho diploma da vida’, afirma.
E para ele basta.
Meses depois, diz que ler é um hábito chato.

Quando era sindicalista, percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje, ao que parece.

**********

Londres, 1940.
Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente.
O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que
vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai.
Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas.
Elas não aceitam e a filha mais velha entra no exército britânico; como tenente-enfermeira, sua função é recolher feridos em meio aos bombardeios.

Hoje ela é a rainha Elizabeth II

Brasília, 2005.
A primeira-dama marisa requer cidadania italiana - e consegue.
Explica, candidamente, que quer ‘um futuro melhor para seus filhos’.
E COMO FICA O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS?

##########

Washington, 1974.
A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate.
Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando.

Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.

Brasília, 2005.
lula, flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2.
lula é instado a se explicar.

Ante as muitas provas, lula repete o "eu não sabia de nada!", e ainda acusa a imprensa de persegui-lo.
Disse que foi ‘traído’, mas não conta por quem.

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Londres, 2001.
O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia.
Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo.
Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso..

A polícia descobre e chama Blair, que vai sozinho à delegacia buscar o filho, numa madrugada chuvosa.
Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.

Brasília, 2005.
O filho mais velho de lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa financiada com dinheiro público.

Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso.
O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu filhinho nessa ’sujeira’.
Qual sujeira?

++++++++++

Nova Délhi, 2003.
O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo BEM-195, da Embraer, por US$ 10 milhões.

Brasília, 2003.

lula quer um avião novo para a presidência.
Fabricado no Brasil não serve.
Quer um dos caros, de um consórcio anglo-alemão.
Gasta US$ 57 milhões e manda decorar a aeronave de luxo nos EUA.

E ainda dizem que isso é um governo para os pobres…

Recife - PE

criado por aagostinho4    9:17 — Arquivado em: História, Política

20/11/08

Ninguém ouviu o soluçar de dor…

Hoje, 20 de novembro, aniversário da morte de Zumbi, comemora-se o "Dia da Consciência Negra". A comunidade negra considera a data, mais importante que o 18 de maio, "abolição da escravatura".

Na verdade há muito ainda o que avançar no que diz respeito a inserção do negro na sociedade como um todo, ainda hoje vítimas de preconceitos velados e explícitos.

Somos todos "filhos de um mesmo pai", que não discrimina nenhum de seus filhos, acredito nisso. Portanto, lutemos contra essas barreiras meramente preconceituosas e nos vejamos como iguais.

Deixo abaixo a letra da música "Canto das três raças", que era cantada por Clara Nunes, que resume um pouco a luta dos negros.

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou

Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou

E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador

Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor

Recife - PE

criado por aagostinho4    7:49 — Arquivado em: Gente, História, Homenagem

5/11/08

O dono do mundo!

13 milhões de eleitores americanos escolheram ontem, Barack Obama para ocupar a posição de "dono do mundo" pelos próximos 4 anos e, quiçá, pelos próximos 8 anos.

Imaginava que esse fato político e histórico, tinha mais importância aos países intermediários, como o Brasil e outros menores, mas depois de 16 dias pelo velho continente, andando em países como Itália, Portugal, França e Suiça, compreendi como, de fato, a escolha do mandatário americano, tem uma importância mundial. Andando pelas ruas de Paris, às vezes me dava a impressão de que seria eleito em 04 de novembro, o futuro presidente francês e não o americano. As primeiras páginas de jornais, as capas de revistas e os telejornais, utilizam a maior parte de seus espaços para tratar das eleições americanas.

Afora isso, o único assunto internacional que chamava a atenção dos franceses, era praticamente uma piada: a escolha de Maradona como mandatário da seleção de futebol de seu país.

Na Suiça, mal entendia alguma palavra em alemão, mas reconhecia de imediato o fonema "Barack Obama".

No Brasil, numa certa "ilha da fantasia" chamada Brasília, um energúmeno que mora ali, certamente está escrevendo conselhos e dicas as serem repassados a Obama.

Todo sucesso a Obama!

Recife - Pernambuco

criado por aagostinho4    7:51 — Arquivado em: Gente, História, Política

28/7/08

Aconteceu em 28 de julho


Lampião, Maria Bonita e bando

No dia 28 de julho de 1938, chegou ao fim à trajetória do mais popular cangaceiro do Brasil. Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, foi morto na Grota do Angico, interior de Sergipe, acompanhado de seus exército de cangaceiros e da lendária Maria Bonita, sua mulher e companheira de toda a vida. Devido a sua inteligência e agilidade, Lampião até hoje é considerado o Rei do Cangaço.

Sua fama até hoje é contada e cantada pelo interior dos estados nordestinos, onde ainda vivem personagens diretos ou indiretos daqueles tempos e que ajudam a manter viva as lendárias histórias, sabe-se lá se reais ou mitológicas, do carismático "rei do cangaço".

Também hoje comemora-se os 50 anos do lançamento do livro "Gabriela Cravo e Canela", de Jorge Amado, que marcou uma transformação na obra literária de até então, mudando de sua característica "em primeria pessoa" e maniqueísta, como em "Capitães de Areia" e "Mar Morto", a uma linguagem "em terceira pessoa", marcando também, com o romance, sua escalada internacional.

Em nossas mentes levamos a eterna "Gabriela morena-moleca e faceira", que Sônia Braga ajudou a dar vida na TV e no cinema.

criado por aagostinho4    9:47 — Arquivado em: História, Literatura

22/5/08

O Vale Tudo da ficção e o real! 20 anos!

"- Vai ter justiça! Pode todo mundo falar o contrário,
mas eu tenho esperanças que vai ser feito justiça!
Esse país não é a baderna que tá todo mundo falando, não!
A justiça ainda existe!"

As frases acima foram as últimas ditas na novela "Vale Tudo", pela personagem "Raquel" (Regina Duarte), quando da exibição de seu último capítulo, em 06 de janeiro de 1989. Em seguida, ao som de "Brasil, mostra tua cara…", música de Cazuza e cantada por Gal Costa, que era o tema de abertura da novela, vemos os "peixes pequenos", os pequenos vigaristas da novela sendo presos, enquanto os grandes vilões se dão bem. É antológica a banana que o personagem Marco Aurélio dá ao país, quando de sua fuga em seu jatinho particular.

No último dia 16 a novela completou 20 anos de seu início, na TV Globo, escrita por Gilberto Braga e exibida no horário das 8.

A novela parou o Brasil, que, diante da TV, assistia diariamente as tramóias da alpinista social Maria de Fátima (Glória Pires), de Marco Aurélio (Reginaldo Farias) e da megera Odete Roitman. O assassinato dessa última parou, literalmente, o país, diante da TV na exibição do último capítulo.

Vinte anos depois, Vale Tudo continua atual! Vivemos ainda, a despeito da modernidade, da tecnologia, a corrupção, a desonestidade como meio e a impunidade como prêmio!

Para os saudositas ou ainda para quem quiser conhecer, deixo abaixo alguns links importantes do YouTube, sobre a novela.

"Cenas finais"

http://br.youtube.com/watch?v=-L1hLWYwMjg

"Abertura da novela"

http://br.youtube.com/watch?v=074WRPbBag0&feature=related

"Mária de Fátima é flagrada com o amante"

http://br.youtube.com/watch?v=hOpF_ujkxSA

"No Wikpédia"

http://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_Tudo_(telenovela)

criado por aagostinho4    7:45 — Arquivado em: História, TV

13/5/08

O que devemos aos negros e a nós mesmos!

 

Ninguém ouviu um soluçar de dor
No canto do Brasil.
Um lamento triste sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro e de lá cantou.

Negro entoou um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares, onde se refugiou.
Fora a luta dos inconfidentes
Pela quebra das correntes.
Nada adiantou.

E de guerra em paz, de paz em guerra,
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar,
Canta de dor.

E ecoa noite e dia: é ensurdecedor.
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador…
Esse canto que devia ser um canto de alegria
Soa apenas como um soluçar de dor.

Quem, como eu, está na fase dos "entas", deve lembrar de Clara Nunes, sambista que gravou "O Canto das três raças", acima, composição de Mauro Duarte e Paulo Cezar Pinheiro.

Hoje, 13 de maio, mais uma vez "comemoramos" o aniversário da libertação dos escravos. Hoje, 120 anos após aquela data, há ainda no Brasil, focos de escravidão. Há o menosprezo da raça negra em detrimento dos chamados brancos, como se essa raça existisse entre nosso miscigenado povo.

Os poderes constituídos, na tentativa de resgate histórico das injustiças cometidas, equivocadamente estabelecem "políticas de cotas", que nada mais fazem que ressaltar a segregação. Se cria uma secretaria de estado, com status de ministério, onde sua titular, através de ações de descaso e desonestidade, apenas contribui para exacerbar o preconceito, como se não houvessem também (e como há) "brancos" ladrões.

Seja como for, que floresça em cada um de nós um "choque de conscientização" e um "exame de consciência", no sentido de evoluirmos na certeza de que somos todos irmãos, todos cidadãos e que as oportunidades devem ser iguais para todos. Que realmente haja políticas efetivas de educação, formação profissional, geração de empregos e resgate social, sem que isso ressalte ou estimule a discriminação e a segregação.

criado por aagostinho4    7:51 — Arquivado em: Gente, História

22/4/08

Brasil! Um país de TOLOS! 2

Conta a história que, há exatos 508 anos, o navegador português Pedro Álvares Cabral, aportou em "terras de Santa Cruz", no hoje litoral baiano, mais tarde batizado de Brasil.

E foi aí que começou tudo… Desde aqueles tempos até o atual, aquelas terras "nunca dantes navegadas", foi reconhecida como um "paraíso tropical", onde "se plantando tudo dava".

E foi ali mesmo que, através da colonização, que começou 30 anos mais tarde, foram plantados os "princípios básicos" que ainda hoje norteiam esse paraíso… Paraíso da corrupção, da impunidade, do turismo sexual, da libertinagem. Lugar onde, ao contrário do Paraíso Celeste, "os ricos receberão ainda cem vezes mais do que já têm" e aos pobres restará as migalhas do "Bolsa-Família", sem direito a "Cartões Corporativos".

Como compuseram Aldir Blanc e Maurício Tapajós, defendida na voz de Elis Regina, "O Brazil não conhece o Brasil. O Brasil nunca foi ao Brazil. O Brasil não merece o Brazil. Do Brasil S.O.S. ao Brasil".

Segundo Chico Anísio, o nome BRASIL não tem nada à ver com "Pau-Brasil", mas é sim, uma sigla: BRASIL - Bravos Rapazes Americanos, Silenciosamente Irão Levando.

Viva o Brasil. Abaixo seu reizinho!

criado por aagostinho4    6:50 — Arquivado em: Cotidiano, História, Humor, Política

21/4/08

Socorro, Tiradentes!

Antes de ontem "comemoramos" dia de índios, outros, nesse feriadão, fizeram "programas de índio".

Mas hoje é dia de reverenciarmos a memória de Tiradentes. O Alferes Joaquim José da Silva Xavier, usado pela Corte Portuguesa como "bode expiatório", para desencorajar, no Brasil, os anseios de independência.

Como Cristo, era barbudo e também foi entregue por um traidor de sua causa. O nome de seu "judas" era Joaquim Silvério dos Reis, seguindo a tradição de portugal, onde, quem não é "Joaquim" é "Manoel".

Dia desses, sua excremência o presidente lula, andou comparando-se aos dois. Concordo e lhe pergunto: crucificação ou enforcamento?

Nosso país está carente de "Tiradentes". De verdadeiros homens que se insurgem contra as injustiças, contra a roubalheira à qual é submetida a cada dia os cidadãos deste país, pelos "donos do phoder". Não precisamos dos omissos, dos adesistas, dos lobos em pele de cordeiro.

Este país precisa ser reconstruído… Reinventado!!!

criado por aagostinho4    7:38 — Arquivado em: Gente, História, Opinião, Política

12/3/08

Parabéns, Recife!

O Recife é uma cidade que encanta à primeira vista. História e beleza misturam-se em um cenário plantado à beira-mar e cortado por extensos rios e pontes. A exemplo de outras cidades portuárias, nasceu e se desenvolveu em torno do seu porto. Como descreve o escritor Josué de Castro, "é este um dos seus aspectos mais singulares: em regra, constrói-se um porto para servir a uma cidade; no caso, levantaram os holandeses uma cidade para servir a seu porto". Seu nome é uma variação da antiga forma arrecife, que do árabe ar-cif significa dique, alusão aos rochedos de corais abundantes ao longo do litoral.

No dia 12 de março, a cidade comemora 471 anos. A mais antiga referência sobre o Recife é de 1537, no documento Foral de Olinda, no qual está determinado o estatuto jurídico da propriedade da terra. Um pequeno mundo, um povoado, não muito distante de Olinda (apenas 6km ao Norte), que era o lugar central do poder e da riqueza da capitania de Pernambuco, governada nos primeiros tempos, por Duarte Coelho. Nesta época, o Recife era apenas parte do território de Olinda, o que durou até 1709.

Recife já apresentava sinais de prosperidade no século 16 e iria expandir ainda mais no século 17. O seu porto - mais uma vez ele - consolidava-se como espaço privilegiado. O chamado sítio urbano se alargava e o rico açúcar produzido na região despertava a cobiça de outros povos, como os holandeses que, em 1630, desembarcaram na região com 67 navios e sete mil homens. Os novos conquistadores dominaram a região por 24 anos e a fizeram prosperar. O conde Maurício de Nassau trouxe para o Recife os pintores Frans Post e Albert Eckout e cientistas como Willem Piso e Jorge Marcgrav. Iniciava-se, sem dúvida, um período de prosperidade e o Recife começava a tomar ares de uma cidade moderna. Os tempos de Nassau ficaram na história como gloriosos e marcaram o processo de urbanização da cidade, que esteve sob domínio holandês até 1654.

Ocupando o espaço deixado pelos holandeses, comerciantes vindos de Portugal vêm para o Recife. A prosperidade do povoado, impulsionada pela ascenção econômica dos portugueses, chamados com desprezo de ‘mascates’, é vista com desconfiança pelos olindenses, senhores de engenhos arruinados pelas dívidas. O conflito entre a nobreza açucareira pernambucana e os novos burgueses desencadeia a Guerra dos Mascates. Os novos moradores do povoado saem vitoriosos e elevam Recife à categoria de vila independente, em 1710, com um governo municipal instalado.

No século 19, a história da cidade é marcada por conflitos políticos: a Revolução de 1817; a Confederação do Equador, de 1824; a Revolução Praieira, de 1848. O Recife vivia com inquietações constantes e não se subordinava ao poder central, desafiando as ordens vindas do Rio de Janeiro. Não era mais uma vila, nem estava subordinado a Olinda. Tornou-se cidade em 1823 e capital pernambucana, em 1827.

De uma vila de pescadores, o Recife tornou-se uma cidade rica em história, cultura e monumentos. São igrejas seculares, pontes, fortificações, ruas antigas e estreitas que convivem, atualmente, com amplas avenidas. Hoje é uma metrópole com cerca de 1,5 milhão de habitantes, ocupando um território de 221km². Continua "serena (…) metade roubada ao mar, metade à imaginação", como recitou um de seus poetas mais ilustres, Carlos Pena Filho. Nasceu do sonho dos homens e se inventa a cada dia.

Bibliografia:
"O Recife, histórias de uma cidade" - coletânea da Prefeitura da Cidade - 2000 "Arruando pelo Recife" - Leonardo Dantas

criado por aagostinho4    7:05 — Arquivado em: Cotidiano, História

6/3/08

Como se constrói um país!

Hoje os pernambucanos, como eu, comemoram sua "data magna", instituída à partir deste ano, por iniciativa da Deputada Terezinha Nunes (PSDB-PE).

A data escolhida em votação foi a de hoje, 6 de março, aniversário da Revolução Constitucionalista de 1817, que instituiu no estado, por alguns dias, uma república em plena ascensão do império no Brasil, que começou de fato, em 1808.

Pernambuco dispunha na época de duas unidades do que hoje seria o Exército.Uma de Infantaria e outra de Artilharia .Nesta última teria inicio a revolução. Possuía dezoito corpos de Milícias ,sendo 11 no interior e além ,oito fortes litorâneos.

O estopim da revolução foi um incidente numa festa comemorativa da expulsão dos holandeses em que um alferes do Regimento dos Henriques surrou um português que havia injuriado os brasileiros. A oficialidade portuguesa ,dominante ,achando tratar-se de um incidente grave envolvendo aspectos políticos e sociais, tratou de punir os militares brasileiros envolvidos.

Ao comandante do Corpo de Artilharia ,um brigadeiro português ,tentar efetuar a prisão dos três oficias brasileiros de sua unidade , inclusive o líder cap Teotônio, foi assassinado pelo cap José de Barros Lima," O Leão Coroado", que o atravessou com sua espada, auxiliado por um familiar. Espada que se encontra no Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano, junto também com valiosas fontes sobre esta tentativa republicana. O movimento foi sufocado em 23 de abril daquele ano, pelas tropas imperiais.

Os ideais desta revolução nativista seriam concretizados 72 anos mais tarde com a Proclamação da República, pelo alagoano Mal. Manoel Deodoro da Fonseca e consolidada por outro alagoano o mal Floriano Peixoto.

Nosso estado ajudou a "fundar" esse país, fomentando os ideais republicanos.

Como diz nosso hino, "Salve! Oh terra dos altos coqueiros! De belezas soberbo estendal! Nova Roma de bravos guerreiros. Pernambuco, imortal! Imortal!"

criado por aagostinho4    11:37 — Arquivado em: História
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