Salada à Brasileira

“O único tirano que aceito neste mundo é a voz silenciosa dentro de mim, a consciência.” (Mahatma Gandhi).

10/9/08

Brinquedo Assassino!

A Fox comemora, nos Estados Unidos, os 20 anos do lançamento do filme "O Brinquedo Assassino", um dos clássicos do terror (às vezes "terrir"), que fizeram história na década de 80, juntamente com "Sexta-Feira 13" (quem não lembra do imorrível Jason) e "A hora do pesadelo", com o igualmente "imorrível" Fredy Krueger. O Chucky (boneco assassino), não ficou atrás. Rendeu mais três sequências, sendo a última delas, "A noiva do Chucky".

Às novas gerações, indico que procurem os mesmos nas boas locadoras. Vale a pena!

Já não se faz mais filmes como faziam na época. Até mesmo porque o terror passou a ser banal nos dias atuais. Ele bate à nossa porta; ele está no atendimento dos hospitais públicos; está na violência banalizada; ele ganhou barba e perdeu um dedo e instalou-se num certo planalto mergulhado num mar de corrupção.

Eu falei isso? Eu nego! Eu não vi… Eu não sabia… hahaha

Recife - PE

criado por aagostinho4    9:10 — Arquivado em: Artes, Cinema

24/6/08

…E o Reino da Caveira de Cristal

Na minha adolescência vi cada um dos filmes da trilogia "Indiana Jones", antes no cinema e, já adulto, em várias repetições na TV, seguindo aquela escala "de cima para baixo": Começa com "Tela Quente" até terminar em "Sessão da Tarde", para daí cair no esquecimento. Mas como sou renitente e acho sempre que "o que é bom nunca morre", há poucos anos atrás, adquiri a trilogia num "box", que ainda acompanhava um DVD com "extras da trilogia", os quais, vez por outra, revejo.

Acompanhei com um misto de surpresa, uma certa curiosidade e também incredulidade, que seria feito o quarto filme da série, 19 anos após o último, "Indiana Jones e a última cruzada", antes precedido por "Indiana Jones e o templo da perdição" e "Indiana Jones e os caçadores da arca perdida".

Ontem à tarde, me valendo do "meio-feriado", fui ver "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal". Foi uma grata surpresa. Vi que o Harrison Ford, apesar da idade, não perdeu o ímpeto na realização da saga; que apesar do cenário do filme se passar na década de 40, efeitos futurísticos foram empregados especialmente na últimas cenas do filme, envolvendo extra-terrestres; que a cena final do filme, comove!

Aos fãs que ainda não viram, ainda dá tempo. À nova geração, que não teve oportunidade de ver a trilogia, se gostam de filmes estilo "aventura fantástica", também recomendo, com a indicação que, ao sairem do cinema, corram até a locadora mais próxima, para ver os demais.

criado por aagostinho4    8:56 — Arquivado em: Cinema

6/1/08

O Caçador de Pipas

O roteirista David Benioff (autor de scripts tão distintos quanto "Tróia" e o ainda inédito "Wolverine") somente se deu conta do tamanho da responsabilidade de adaptar o best-seller "O Caçador de Pipas" quando uma senhorinha, sua vizinha num vôo para Nova York, ao saber de sua incumbência, apertou-lhe o braço e alertou: "É meu romance favorito. Não mude uma palavra".

"O Caçador de Pipas", o filme, deve encontrar expectativa similar à da leitora americana quando estrear no dia 18 no Brasil, onde o romance está entre os mais vendidos desde setembro de 2005 e já vendeu mais de 1,6 milhão de cópias.

Por experiência própria, bem sabemos o quanto é diferente uma obra literária adaptada às telas, até mesmo pela percepção que nossa imaginação nos leva, quando lemos um livro, sem o estímulo visual. Daí construímos na mente até mesmo o semblante dos personagens.

Que venha então o filme e que seja o mais fiel possível à esse grande romance!

(Trechos do "Ilustrada", Folha de S.Paulo 06/01/2008)

criado por aagostinho4    17:08 — Arquivado em: Cinema

16/10/07

Queremos um Capitão Nascimento!

Segundo Macaco Simão, há algumas versões para o filme "Tropa de Elite", de acordo com o local e a ocasião… No Congresso Nacional, por exemplo, notórios pizzaiolos, o filme lá bem que poderia se chamar "Tropa de Aliche". Já para a Mônica Veloso, o filme se chamaria "Trepa de Elite", e vai por aí…

Ontem em Recife, um agente penitenciário seguiu um roteiro inverso de outro filme nacional (Matou a família e foi ai cinema). Ele "foi ao cinema e se matou". Deu um tiro contra o peito exatamente no desfecho de uma sessão numa sala de cinema de um grande shopping. Resta saber como se permite que alguem entre numa sessão de cinema usando uma arma. E se esse louco resolvesse atirar contra os espectadores?

O fato é que o filme está dando o que pensar e fazendo com que as pessoas desejem um "Capitão Nascimento" para resolver todos os problemas do Brasil. Hoje, com certeza, teria uma grande chance de alguem como o capitão, eleger-se presidente do Brasil. É essa nossa mania de colocar em terceiros a solução dos problemas, inclusive dos nossos… Sociedade carente de super-heróis que nunca saem dos gibis.

criado por aagostinho4    7:11 — Arquivado em: Cinema, Opinião
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