Salada à Brasileira

“O único tirano que aceito neste mundo é a voz silenciosa dentro de mim, a consciência.” (Mahatma Gandhi).

30/11/08

Hoje é domingo, pé de cachimbo - Parte XI

Por onde eu vou, eu deixo rastros
Riscos n´água em alma alheia
Risos fartos de intenção benevolente

Por onde eu vou eu deixo pedaços
De mim, dos outros, restos de astros
Incandescente e inconsquentes

Por onde eu vou eu me deixo pasto
Rasteira, gata borralheira
presennte em sapatos apertados

Por onde eu vou em me deixo
Me entrego à domicílio
Não me aceito em devoluções

Por onde eu vou eu não me acho
E se me acharem, bem, se me acharem
Não há recompensas prá quem me achar

Por onde eu vou?
A pergunta é:
Por
Onde
Eu
Vou?
Eu vou ao/por teu encontro
agora eu vou…

Não me incomodo!
A estrada é toda tua,
mas os rastros são sempre meus.

(Rastros de mim - Samelly Xavier
Etc. - Página 125)

Recife - PE

criado por aagostinho4    9:04 — Arquivado em: Poesias

2 Comentários »

  1. Eita, você escolheu logo um dos meus preferidos… Como se não bastasse, você o coloca logo após ter falado do umbigo de Quintana.rs

    É emoção demais pruma pobre poeta…

    Beijo recitado, querido, e obrigada!

    Comentário por Samelly Xavier — 30 30UTC novembro 30UTC 2008 @ 12:29

  2. Olá, obrigada pela vizita no meu blog…
    primeira vez que tenho um, então estou aprendendo a lidar com tudo! :P abraços

    Comentário por Fêfa — 30 30UTC novembro 30UTC 2008 @ 15:20

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