29/9/08
Machado de Assis - 100 anos de morte!

Há cem anos atrás, morria Joaquim Maria Machado de Assis, filho legítimo de Francisco José de Assis (brasileiro, carioca, descendente de negros alforriados, pintor e dourador) e da lavadeira Maria Leopoldina Machado de Assis (portuguesa da ilha de São Miguel, Açores), no Morro do Livramento, Rio de Janeiro.
Falar sobre o seu legado é "chover no molhado", pois é, sem sombra de dúvidas, o maior escritor brasileiro de todos os tempos.
Triste é ver os "paulos coelhos" da vida, nos dias atuais, venderem as bobagens que escrevem e serem "consumidos" como se fossem grandes escritores. Mas, infelizmente, são reflexos de um povo, em sua maioria, sem memória e descompromissados com a própria realidade, público ideal a essa "literatura junkie food".
Para marcar a data, eis algumas frases célebres de Machado de Assis, transcritas de alguns de seus romances:
Sobre adolescência:
"Aos quinze anos, há até certa graça em ameaçar muito e não executar nada."
Em "Dom Casmurro" (1899)
Sobre Brasil:
"Pátria brasileira é como se disséssemos manteiga nacional, a qual pode ser excelente, sem impedir que os outros façam a sua."
Em "A Semana" (8 de maio de 1892)
Sobre ladrões:
"Não é a ocasião que faz o ladrão, dizia ele a alguém; o provérbio está errado. A forma exata deve ser esta: ‘A ocasião faz o furto; o ladrão nasce feito.’"
Em "Esaú e Jacó" (1904)
Sobre paz:
"O melhor modo de viver em paz é nutrir o amor-próprio dos outros com pedaços do nosso."
Em "Helena" (1876)
Sobre perdão:
"Quando estimo alguém, perdôo; quando não estimo, esqueço. Perdoar e esquecer é raro, mas não é possível; está nas tuas mãos."
Em "Iaiá Garcia" (1878)
Sobre o tempo:
"–Que importa o tempo? Há amigos de oito dias e indiferentes de oito anos."
Em "Ressurreição" (1872)
Sobre a verdade:
"Não é a verdade que vence, é a convicção."
Em "Esaú e Jacó" (1904)
Recife - PE
criado por aagostinho4
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