
No Brasil, alguém que porventura tenha sido indiciado em algum crime, enquanto responde o processo, pode ser preso temporariamente, pode ser preso indefinidamente, pode ter sua liberdade suprimida (só ausentar-se do local com autorização de um juiz). Certamente se tiver um emprego, o perderá. Será evitado pelos amigos, execrado por vizinhos e pela sociedade em geral. Seus filhos, cônjuge, irmãos, pais, serão ora xingados, ora olhados com desconfiança por todos. E tudo isso, APENAS por que o(a) "dito(a) cujo(a)" foi apenas indiciado, mesmo se as evidências não sejam de todo convincentes.
Mas nesse mesmo Brasil, qualquer "cidadão" na condição acima, pode ser candidato a um cargo político e, sabe-se lá a custa de que meios, ser eleito e, como consequência, "ganhar foro especial" apenas pela sua condição de detentor de um cargo público. A Suprema Corte do país, provocada a se manifestar, acaba de reafirmar essa possibilidade.
Tá explicado a qualidade de políticos safados que temos exercendo mandatos nesse país, a começar do "cargo maior". Dali prá baixo, o resto é fichinha. E para conseguir declarações públicas de inocência proferidas por "nosso guia", basta rezar pela cartilha do "PT - Partido das Traquinagens" ou ser seu aliado.
Vale a regra do ex-interventor de Pernambuco na década de 40, Agamenon Magalhães: "Para os amigos, tudo! Para os inimigos, a lei!"
Mas nós eleitores, que estamos do lado de cá, como financiadores e expectadores das sacanagens, temos a nossa culpa sim, pois, como sempre digo, o que temos "lá em cima" acaba sendo um retrato 3 x 4 do que temos "aqui embaixo".
E tenho dito!