Salada à Brasileira

“O único tirano que aceito neste mundo é a voz silenciosa dentro de mim, a consciência.” (Mahatma Gandhi).

26/4/08

Porque hoje é sábado!

Então pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori, as minhas mãos e as tuas.

Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.

E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.

E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertiginosamente azul. Azul.

(Soneto do Desmantelo Azul -
Carlos Pena filho
)

criado por aagostinho4    12:35 — Arquivado em: Poesias

3 Comentários »

  1. Tinhooo se vc tem passagem livre no blog da Intense, peça pra ela me liberar porque tentei entrar e fui barrada.
    Bjs

    Comentário por Thaysa — 26 26UTC abril 26UTC 2008 @ 15:39

  2. Eu adorei esse poema!!!
    Não tenho nem palavras para explicar…
    Azul é minha cor favorita!!!

    Mas a respeito do comentário,
    muito obrigada.
    É que as vezes a vida é tão confusa
    que acabamos não encontrando seu sentido!

    Comentário por Talita — 26 26UTC abril 26UTC 2008 @ 19:36

  3. Eita, eita, eita! Eu te mandei um trecho desse poema por mensagem, lembra? Aliás, você recebeu? rs. Não veio confirmação, mas assim que vi só me lembrei de tu (sei que adoras esse poeta)

    Beijão recitado e quando tiver um tempinho, manda notícias, tá?

    Comentário por Samelly Xavier — 27 27UTC abril 27UTC 2008 @ 14:30

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