
Chiara Lubich, fundadora do Movimentos dos Focolares, nascido na Itália na década de 40 e hoje difundido no mundo inteiro, concluiu, nesta madrugada, às 2:00 horas (horário da Itália), sua caminhada aqui na terra.
Fundadora de um Movimento que, embora nascido no seio da Igreja Católica, tinha como "carisma" concretizar a frase do Evangelho em que Jesus pronunciou, "Pai, que todos sejam um, como Eu e Tu somos uma só coisa" (Jo, 17,21), lutou incansavelmente para levar o mundo à unidade e à paz.
Chiara Lubich nasceu em Trento no dia 22 de janeiro de 1920. Seu pai perdeu o trabalho defendendo as idéias socialistas e assim toda a família viveu anos de extrema pobreza. Para manter-se, Chiara, desde muito jovem, dava aulas particulares para poder pagar suas despesas com a universidade.
No início da década de 40, com pouco mais de vinte anos de idade, trabalhava como professora em escolas primárias de sua cidade natal, Trento. Ingressou no curso de filosofia da Universidade de Veneza. Procurava a verdade profunda das coisas, justo no clima da segunda guerra mundial, uma época plena de ódio e violência. Enquanto desmoronavam casas, homens e todas as coisas, descobre que Deus era para ela o único ideal que não passava. Divide então esta descoberta com outras companheiras e juntas formam um pequeno grupo, constituindo assim o primeiro núcleo do futuro movimento.
Em 7 de dezembro de 1943, sozinha em uma capela, faz uma promessa a Deus de doar somente a Ele, e para sempre, toda a sua vida. Esta data é considerada o marco inicial do Movimento dos Focolares.
Em 1964, fundou a "cidadezinha" de Loppiano nas colinas de Valdarno, próximo a Firenze. A primeira de uma série de outras cidades em vários países do mundo que trabalham em prol de um Mundo Unido, onde a espiritualidade da unidade é vivida 24 horas por dia em todos os aspectos da vida, principalmente o financeiro. Em 1966, propôs aos jovens a radicalidade do Evangelho dando vida ao Movimento Gen (Geração Nova). Em 1977, recebe em Londres o prêmio Templeton para o desenvolvimento das religiões. Em 1991, projetando uma nova teoria e prática econômica, faz nascer o projeto Economia de Comunhão. De 1997 a 1998 se dedicou a abrir novas perspectivas de diálogos interreligioso: foi convidada a falar da sua experiência interior na Tailândia a 800 monges budistas; em Nova York a 3000 muçulmanos negros na mesquita de Harlem, e na Argentina à comunidade Hebraica de Buenos Aires.
Seu legado terá continuidade através de seus "filhos espirituais", que gerou no mundo inteiro. No Brasil há cerca de 200 mil pessoas que aderiram a esse "Ideal", entre os quais me incluo.
Deixa para o mundo e à sociedade, contribuições inestimáveis no campo da Ciência, da Economia, da Literatura, da unidade entre os povos, da busca da paz, do Ecumenismo.
Uma das expressões mais significativas de sua Obra surgiu no Brasil em 1991, onde lançou a "Economia de Comunhão" ( http://www.edc-online.org/br/_idea.htm ) pelo qual foi agraciada com diversos títulos de "Honoris Causa" em universidade do mundo inteiro, proferiu palestras no Parlamento Europeu, ONU, etc.
Morre a 14 de Março de 2008, aos 88 anos, em Rocca di Papa, Itália.
