Salada à Brasileira

“O único tirano que aceito neste mundo é a voz silenciosa dentro de mim, a consciência.” (Mahatma Gandhi).

29/12/07

O que estou lendo!

 

Eu não poderia fechar o ano de 2007 ser ler "Lula é minha anta", de Diogo Mainard!

"Lula é Minha Anta", do jornalista Diogo Mainard, um dos mais polêmicos
e conhecidos comentaristas da cena política brasileira, reúne uma coletânea de crônicas sobre o escândalo do mensalão publicadas pelo autor na revista Veja, da qual é colunista. Mas não se trata de uma reunião pura e simples dos primorosos textos de Mainard sobre os escândalos de Brasília. No livro, as crônicas são alinhavadas com comentários inéditos sobre os artigos que contam os bastidores do trabalho do colunista.

Transcrevo abaixo o primoroso texto da "orelha" do livro, para o deleite dos leitores do blog que AINDA não leram o livro. Vale à pena!

Lula é meu. Eu vi primeiro. Agora todo mundo quer tirar uma lasca dele.
Até os jornalistas que sempre o apoiaram. Chamam-no de ignorante.
Chamam-no de autoritário. Como assim? Lula tem dono. Só eu posso
chamá-lo de ignorante e autoritário. O resto é roubo. Roubaram Lula de mim.
Falei tanto de Lula nos últimos anos que quase me sinto seu amigo. Tão amigo quanto Roberto Teixeira, acusado de favorecer uma empresa que fraudava as prefeituras petistas. Tão amigo quanto Mauro Dutra, acusado de desviar verbas do programa Primeiro Emprego. Tão amigo quanto Francisco Baltazar, acusado de negociar com o doleiro Toninho da Barcelona. Tão amigo quanto Paulo Okamoto, acusado de montar o esquema de arrecadação paralela do PT. Duvido que todas essas denúncias sejam verdadeiras. José Dirceu garantiu que os petistas não roubam. Ou melhor, ele garantiu que os petistas não "róbam", roubando, inadvertidamente, a língua portuguesa.
Quem melhor definiu Lula foi o próprio Lula. Ele disse: "Não fui eleito
presidente por méritos pessoais ou como resultado da minha
inteligência"
. Eu, que sempre falei mal dele, fui obrigado a aplaudir.
Ele realmente não foi eleito por méritos pessoais ou como resultado de sua inteligência. Há quem me acuse de ter motivos pessoais para amolar Lula. Bobagem. Tenho tanto interesse por Lula quanto pelo zelador do meu prédio. O motivo de minha implicância é público. Acho que os brasileiros, por falta de experiência democrática, atribuem uma importância exagerada ao presidente da República. Um presidente é só um burocrata medíocre que a gente contrata por quatro anos para desempenhar uma tarefa que nenhuma pessoa minimamente sensata estaria disposta a desempenhar. Ele não é nosso chefe: nós é que somos chefes dele. 

criado por aagostinho4    9:10 — Arquivado em: Literatura, Política

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