28/12/07
Sensações de meu agora!

Quando mais nada resistir que valha
A pena de viver e a dor de amar
E quando nada mais interessar
(Nem o torpor do sono que se espalha)
Quando pelo desuso da navalha
A barba livremente caminhar
E até Deus em silêncio se afastar
Deixando-te sozinho na batalha
A arquitetar na sombra a despedida
Deste mundo que te foi contraditório
Lembra-te que afinal te resta a vida
Com tudo que é insolvente e provisório
E de que ainda tens uma saída
Entrar no acaso e amar o transitório.
Gravura: Ivan Maurício - http://fotolog.terra.com.br/ivanmauricio
Poesia: A solidão e sua porta - Carlos Pena Filho
criado por aagostinho4
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